De volta com o Blog

15 15UTC Setembro 15UTC 2009

Depois de mto tempo longe deste blog, depois de algumas ferias no Brasilllll… eis q estou de volta!

Atolado de trabalho aqui na faculdade mas para dar uma relaxa vou voltar a atualizar o blog….

Bom, a vida em Dunedin continua, essa semana o tempo ajudou bem… esta comecando a esquentar!

Ontem fui fazer a minha matricula pro ano que vem e resolver as questoes do seguro medico que preciso ter e encontrei um brasileiro no International Office aqui da faculdade…. reconheci pelo sotaque… o garotao ta passando um tempo aqui, trabalhando e aprendendo ingles e veio se informar sobre cursos de pos graducao. Reconheci pelo acento… :) foi bom pq pude explicar um pouco como funcionam as coisas aqui na facu… 

‘e isso… voltando do Brasil as impressoes que ficam ‘e que ‘e um pais maravilhoso pra se passar ferias… sentimos falta das pessoas e lamentamos pelo potencial que o pais tem e que nao ‘e aproveitado… enfim.. coisas da vida!

Sexta feira apresento meu seminario aqui no departamento… seminario que marca o inicio do ultimo periodo do meu doutorado… agora o bixo vai pegar!!!!

 

sandro

Em breve estaremos no Brasil

8 08UTC Julho 08UTC 2009

Ola pessoas, tudo bem por ai?

Dentro de 3 semanas estaremos visitando o Brasil… eu e a Ma vamos visitar parentes e amigos e ver como esta nosso pais.

Infelizmente por tudo que se le na midia me parece que as coisas continuam na mesma… CPIs, atos secretos, corrupcao… etc…

Bom, por aqui tudo tranquilo fiquei um tempao sem escrever pois a vida tem sido uma correria e nessa ultima semana um nosso flatmate teve um problema de saude (coagulo no cerebro) e foi operado. esse nosso flatmate ‘e um japondes de 56 anos, chegou na Nz 16 ou 17 anos atras e quase nao mantem contato com a familia no Japao. ele ‘e um cara bacana mas um pouco fechado e uma vez me disse que ele nao gostava muito da cultura japonesa. Fico me perguntando, como sera possivel nao gostar da cultura do local onde voce foi criado? Deve ser deprimente tentar cortar lacos que cresceram dentro de vc desde que vc nasceu.

‘e isso…

saudades

Em breve novidades!!!

5 05UTC Maio 05UTC 2009

Ola pessoal, eu sei que estou um pouco sumido do Blog, mas ando bem atarefado auqi na universidade!!!

Bom, em breve teremos aqui um relato sobre Dubai e estou em contato com pessoas para trazer historias da india e da Asia…

No mais tudo na mesma…

Chegaram mais dois brasileiros aqui em Dunedin e logo logo poderao escrever algo aqui pra gente sobre a primeira impressao.

Acho que o mais importante para as pessoas que moram fora do Brasil ‘e conseguir valorizar tanto o pais de origem quando o pais que os acolhe. Acho que so assim nao perdemos nossas raizes e tambem nao entramos em depressao.

 

Saudades de todos

beijos

Sandro

Experiencia em Puerto Rico

29 29UTC Abril 29UTC 2009

Ola pessoal, desculpe a falta de atualizacao ultimamente, mas minhas coisas aqui na faculdade estao uma correria louca… Mas tudo vai melhorar um dia…

Bom… hoje trago um relato sobre a experiencia de uma amigo em Puerto Rico… O thercio foi pra la para dar aulas de capoeira e ai esta o depoimento dele…

espero que gostem… divulgem o blog e estou em busca de alguem para contar a esperiencia em paises asiaticos…

beijos e abracos

Sandro

Bom, pra começo de conversa quero deixar bem claro que o BRASIL é o melhor lugar do mundo, porém sempre que aparecer uma oportunidade de conhecer um país diferente do seu ,você deve ir.
Quando estava no Brasil mta gente disse que eu deveria ir mesmo devido a experiência de vida que ia passar, ah antes que eu me esqueça eu vim para Puerto Rico-EUA para dar aulas de capoeira. E somente poucas pessoas disseram que eu não deveria ir devido o país não ser de primeiro mundo. Mas se fosse pra escutar td o que as pssoas dizem, a gente não sairia de casa.
Portanto aqui estou, desfrutando do Caribe, curtindo a oportunidade de dar aulas de capoeira no exterior e vivendo uma experiência totalmente diferente na minha vida.
Posso dizer que é praticamente uma aventura que começou no dia 13 de fevereiro de 2009 no aeroporto da Capital San Juan onde fui parado na imigração. Fiquei lá igual um besta durante 2 horas, o pior é que eu não falo inglês e muito menos arranhava o espanhol. Na hora de falar com a mulher que me atendeu n imigração eu me perguntava”Inglês ou Espanhol?” sem problema arranhei meu portunhol…rsrsrs
Aquela sem dúvida nenhuma foi uma das piores experiências da minha vida, me senti muito desrespeitado, ver aquela mulher revirando minha mala e me perguntando um monte de coisa de  vontade de dizer” Me coloca no primeiro voo pq eu quero voltar”. Mas diante daquilo sabia que muita coisa iria passar pelos próximos 3 meses que estaria fora do Brasil.
A primeira impressão que tive de Puerto Rico foi a de país mais desenvolvido que o Brasil, mas isso foi mudando com tempo, hj vejo um país equivalente ao outro, com a diferença que aqui o dólar quem comanda a economia.
Vi também que o Brasil é muito querido por aqui, os porto-riquenhos sabem mto sobre nosso país e gostam muito do escritor Paulo Coelho, na verdade ele é um Deus aqui. Penso que de cada 10 porto-riquenhos 8 já leram um livro dele, nossa que vergonha eu nunca li nenhum.
Aqui tem mta gente ganhando dinheiro com batucada que toca os ritmos da Bahia e é claro o samba.
A experiência que tive  e estou tendo aqui, está sendo mto boa, fiquei mto feliz de ver que mesmo fora do meu País mtas pessoas se uniram pra me ajudar, pq ficava uns dias na casa de um, outros dias na casa de outro e assim os dias vão passando. O povo daqui é mto acolhedor como os brasileiros.
Estar aqui está sendo uma oportunidade ímpar, pois devido ao meu trabalho com a capoeira, eu me sinto mto valorizado.
Eu com certeza pretendo voltar aqui um dia, seja pra vistar os amigos que fiz, seja pra viver.
Como dizem aqui Puerto Rico é a Ilha do Encanto.

Thercio Coelho

Novidades, Ensino Medio no Exterior e Blog

23 23UTC Abril 23UTC 2009

Ola queridos…
novidade… dia 13 de Junho vai ter All Blacks x Franca aqui em Dunedin e eu e a Ma decidimos que vamos!! uhu… jogo dos All Blacks ‘e um espetaculo a parte…

hoje vem uma materia que encontrei na internet sobre intercambio no exterior durante o ensino medio…
Aqui em Dunedin anualmente temos uns 10-15 brasileiros vindo fazer intercambio…

Tem tambem o blog da Vanescka Costa que mora na Suica e traz um pouco da experiencia dela no Brasil.. vale apena acessar:

http://www.vanesckacosta.blogspot.com/

Bom, ai esta a materia…
fonte: http://guiadoestudante.abril.com.br/universidades/cursos-exterior/materia_403726.shtml

Boa leitura,
beijos e abracos
Sandro

Ensino médio no exterior funciona como escola da vida
Nos programas de high school, você estuda parte do ensino médio no exterior e, assim, ganha maturidade para encarar os desafios que vêm pela frente
No primeiro semestre de 2006, Julia Guarnieri levava uma vida confortável em Jundiaí, no interior de São Paulo, e não via a hora de chegar o fim do ano para comemorar sua formatura do ensino médio com os colegas. Essa vida tranqüila e previsível mudou quando sua família veio com a idéia de que ela fizesse high school nos Estados Unidos. “Meus pais me levaram para a agência de intercâmbio, mas eu não queria ir de jeito nenhum”, lembra. Aos poucos, ela foi se acostumando melhor com a idéia e, em agosto de 2006, partiu para a pequena cidade de Carroll, no estado de Iowa, onde permaneceria por seis meses.

Apesar da rejeição inicial, a experiência nos EUA foi tão boa que, quando chegou a hora de voltar, Julia decidiu ficar mais um semestre por lá. “Eu estava muito envolvida com a minha família norte-americana, com os amigos, com os esportes que praticava e com a escola”, explica. Acabou voltando para o Brasil apenas em julho de 2007 e, hoje, aos 18 anos, ela está no primeiro ano da faculdade. O curso? Relações Internacionais, claro. “Gostei de conhecer pessoas de vários países e culturas e quero continuar envolvida com intercâmbio internacional”, justifica.

PRÉ-REQUISITOS
Quem tem interesse em passar por essa experiência pode se inscrever em programas de high school oferecidos por agências de intercâmbio. Destinado a jovens entre 15 e 17 anos, o curso tem duração de um semestre ou um ano e é realizado principalmente em países como EUA, Canadá, Nova Zelândia e Austrália. Para participar, é preciso apresentar a lguns documentos, como o histórico escolar dos últimos três anos com boas notas e sem reprovação no período. Outro pré-requisito fundamental é ter um nível de inglês no mínimo intermediário. Geralmente, a hospedagem é em casa de família, que, além de ser mais acolhedora que as residências estudantis, insere melhor o visitante na cultura local.

Depois de obter a vaga em uma escola e de conseguir uma família, o candidato recebe o documento
de matrícula e pode solicitar o visto. Um semestre de high school nos EUA em uma escola pública (onde estão a maioria das vagas) sai entre 5 mil e 6 mil dólares em média, o que inclui o seguro-saúde, mas não as passagens aéreas. Para que os jovens possam arcar com os custos lá fora, as agências recomendam que os pais enviem uma mesada de cerca de 200 dólares para almoço, compras e lazer, já que o café-da-manhã e o jantar estão inclusos na hospedagem.

SEM GLAMOUR
Com o passaporte carimbado, é bom se preparar para a adaptação, o que nem sempre é um processo fácil. “Assim que chegam, os jovens gostam do lugar, afinal tudo é novidade. Depois do primeiro mês, começam a ver defeitos na família, na escola, em tudo, até que, a partir do terceiro mês, a maioria já está bem adaptada”, diz Gabrielle Vieira, diretora de uma das unidades da agência World Study, no Rio de Janeiro (RJ).

As reclamações começam com o lugar onde o intercambista vai estudar. Embora ele escolha o país, a cidade costuma ser apontada pela instituição estrangeira que coordena o programa. “Quando os jovens querem ir para os EUA, eles pensam logo em Los Angeles ou Nova York, mas, na verdade, eles vão para cidades pequenas, sem nenhum glamour”, conta Gabrielle. Geralmente, as cidades nos EUA que recebem os intercambistas ficam no interior de estados como Texas, Kansas e Geórgia, mais seguras e acolhedoras.

NOVA FAMÍLIA, NOVA ESCOLA
Quem acha que a vida longe dos pais é sinônimo de liberdade está enganado. Ao morar com uma nova família, o intercambista está sujeito às regras daquela casa. Para conviver em harmonia com sua família norte-americana, Julia estava sempre disposta a ajudá-la e a aceitar seus costumes. “Procurava me oferecer para fazer algumas tarefas da casa e, aos domingos, ia sempre à igreja, embora não tivesse esse costume.” Na escola, onde as aulas são em período integral, a dificuldade inicial com o idioma é logo superada. Mas muitos estranham a disciplina, que costuma ser mais rígida que na maioria das escolas daqui. “Fiquei impressionada com o respeito dos alunos aos professores e às regras. Eles também dão
muito valor à lição de casa”, diz Julia.

Depois de ela passar por todo esse processo de adaptação e ter de se virar sem a ajuda do pai ou da mãe, são nítidas a maturidade e a independência adquirida. “Voltei querendo resolver meus próprios problemas sozinha. Meus amigos até brincam, dizendo que eu não estou mais no mesmo ritmo deles e pedem a antiga Julia de volta.”

VALIDAÇÃO DO INTERCÂMBIO
O retorno ao Brasil também envolve questões burocráticas fundamentais. No fim do semestre ou do ano de high school, deve-se validar aquele período de estudo. Para tanto, primeiro é preciso ter cursado as disciplinas exigidas pela nossa legislação. Como em outros países a maior parte das matérias é facultativa, cabe ao estudante optar corretamente pelo que poderá ser validado depois. “O aluno deve fazer cinco matérias obrigatórias: inglês, matemática, biologia, educação física e física ou química”, avisa Gabrielle.

Ao terminar os estudos no exterior, a primeira providência é validar o histórico no consulado ou na Embaixada do Brasil naquele país. Depois, deve-se fazer uma tradução juramentada dos documentos. A escola em que o aluno estudava aqui é responsável por encaminhar a papelada para a Secretaria de Educação do estado. Segundo Gabrielle, o aluno que faz o primeiro semestre lá fora e termina o ano aqui no Brasil encontra menos dificuldades para validar o intercâmbio. Já quem faz o terceiro ano no exterior e se forma lá pode deparar com problemas. “Antes de viajar, conheça as exigências da escola e procure
saber se ela vai aceitá-lo de volta sem que você perca o ano letivo”, avisa.

VIVA A DIFERENÇA
Nos programas de high school, você estuda parte do ensino médio no exterior e, assim, ganha maturidade para encarar os desafios que vêm pela frente

Essas duas palavras já se tornaram um chavão e causam arrepios em qualquer um que esteja de malas prontas para fazer um intercâmbio: choque cultural. Na verdade, como explica a psicóloga intercultural Raquel Fernandes, esse termo não é o mais adequado para descrever o processo de adaptação pelo qual as pessoas passam em outro país. “Não se trata de choque porque a cultura da pessoa e a do país não se colidem, elas se interagem. Por isso, prefiro chamar esse processo de adaptação de estresse aculturativo.”

ADAPTAÇÃO CULTURAL
Segundo Raquel, é natural que no primeiro mês o intercambista sinta um pouco as diferenças de hábitos e costumes do país, mas é em razão desse estranhamento que ele vai se autoconhecer e se adaptar. Além das mudanças de clima e comida, Raquel aponta como principal fator do estresse aculturativo a personalidade dos estrangeiros, que em geral são menos expansivos que os brasileiros. “Quem vai para fora espera receber o mesmo afeto que tem aqui no Brasil, o que nem sempre acontece”, afirma. Para minimizar o impacto do processo de adaptação, é bom aprender o mínimo do idioma e da cultura local antes de viajar.

Au pair

20 20UTC Abril 20UTC 2009

Ola pessoal, desculpa a demora pra atualizar…

Achei interessante esse texto sobre Au Pair… pra quem quer morar fora do pais… talvez uma opcao.

Beijos e abracos

Sandro

 

Muita gente sonha com a vida no exterior. Os motivos são diversos: melhorar de vida, ganhar fluência em um idioma estrangeiro, conhecer o mundo, fugir de alguma situação… Não tão simples como muitos acham, mas também não um bicho-de-sete-cabeças.

 

Algo que tem sido a solução para muitos e ficando cada vez mais famoso é o programa de Au Pair, um intercâmbio cultural que casa vários interesses. São eles: viver em um outro país, estudar línguas, conhecer uma nova cultura e se sustentar (trabalhando com crianças). O dinheiro não é muito, mas considerando que au pairs não são profissionais da área de Educação Infantil (grande maioria – precisa-se apenas ter concluído o Ensino Médio ou equivalente para participar do programa), e as despesas básicas são bancadas pela família hospedeira, acaba não sendo tão pouco assim… Não dá para mudar de vida e nem mandar dinheiro para o país de origem (a menos que tenha um trabalho por fora, o que não é permitido e pode resultar em expulsão do participante), mas dá para viajar, conhecer outros estados, países; se divertir; fazer amizades; ter uma experiência única, mesmo que decida repetir a dose em outro país…

Antigamente o perfil das Au Pairs era o de jovens recém-graduadas em Pedagogia, Psicologia, e/ou Enfermagem. Hoje são DJs, estudantes de Administração, Turismo, Contabilidade, meninas que acabaram de sair da escola (Ensino Médio)… Meninas de classe média, meninas menos afortunadas, que falam inglês fluente ou não falam absolutamente nada, que têm pós-graduação ou nem chegaram a entrar para uma faculdade… Não há mais um perfil pré-definido.

Se trata de um programa barato, que vem ficando mais popular com o passar dos anos. Parte boa: viver, trabalhar e estudar no exterior vêm ficando cada vez mais acessíveis. Parte ruim: o processo de seleção das candidatas e famílias vem ficando cada vez menos criterioso. O correto seria a candidata ter pelo menos 200 horas (pouquíssimo) de experiência com crianças abaixo dos dois anos de idade, e fale inglês intermediário, entretanto a maioria das au pairs brasileiras não falam nem inglês básico (muitas vem sem saber nada mais além de “hello”, “bye” e “kisses” – eu conheço casos assim), e sem sequer ter cuidado de uma criança. As famílias passam por um processo de seleção ainda menos criterioso, o que abre portas para pessoas já expulsas de outras agências continuar a maltratar as au pairs, em outra agência, o que vem causando mais e mais fugas de participantes. Aí vem a pergunta “apesar de tudo isso, ainda vale a pena?”… A resposta é: sim. Vale a pena, sim. Não se desesperando para embarcar o quanto antes e sendo cuidadosa(o) na escolha, as chances de ir parar numa família problemática diminuem consideravelmente.

Nos Estados Unidos as nacionalidades “preferidas” sao alemã e brasileira. Em seguida, as francesas, filipinas, tailandesas e dinamarquesas.

O programa de Au Pair é regulamentado em outros países além dos EUA. Infelizmente nem todos permitem a participação de brasileiras. Diferente de como acontece nos EUA, na Europa não se faz necessário o intermédio de agências de au pair. Tudo pode ser feito pela própria candidata junto ao Consulado do país desejado (após ter achado uma família, claro).

Fonte: Maria Luiza

http://www.sairdobrasil.com/2007/12/24/vida-no-exterior/

Experiencia em Londres

18 18UTC Abril 18UTC 2009

Ola queridos,
aqui segue a contribuicao da amiga Renata Berthier que mora em Londres, mais um exemplo de brasileiro Ve o Brasil de Fora…
espero que gostem..
Divulguem o site para seu amigos no exterior e pecam para mandar contribuicoes… se vc tb mora em Londres comente o post e coloque sua opiniao!

Grande abraco
Sandro

Oi Pessoal!!!
Bom, moro na Inglaterra há um ano e cinco meses (nossa como o tempo passa rápido!) e vou tentar compartilhar um pouco das minhas historias por aqui… No primeiro texto vou contar o que temos aqui e como funcionam algumas coisas.
Moro em Londres, no bairro de Greenwich (sim Meridiano de Greenwich, o mesmo que aprendemos na quinta serie nas aulas de Geografia) vejo o laser riscando o céu, dividindo o nosso Planeta em leste e oeste, todos os dias.
Aqui também estou muito perto da Arena O2, uma arena gigantesca onde aconteceram e acontecem shows e apresentações de grandes nomes da musica e teatro mundiais…
Para todo bairro ou conjunto de quadras residenciais existe um parque de recreação, com quadras de tênis, pista de corrida, campos de futebol (alias é o que mais tem por aqui afinal, apesar da falta de habilidade, foram eles que inventarem o esporte favorito da brasileirada), jardins, muitos jardins. O verão é lindíssimo aqui!
A Inglaterra também incentiva o uso da bicicleta como meio de transporte. Alias grande parte das pessoas, sejam elas ricas ou pobres, azuis, amarelas ou rosas, usa as Magrelas como seu principal meio de locomoção. Não é por acaso que eles foram medalha de Ouro no ciclismo nas ultimas Olimpíadas. Também temos faixas especiais para bicicletas, como na Nova Zelândia.
A direção dos carros é do lado direito, o que deu um no na minha cabeça nos primeiros dias em London. Para entrarmos dirigindo no Centro de Londres, durante a semana, temos que pagar o Congestion Charge, £ 8 por dia (beem caro), o que também favorece o uso das bicicletas ou transporte publico.
Os meios de transporte públicos são ótimos também, um pouco caros concordo, mas realmente funcionam. Não sei nem dizer a quantidade de linhas de metro, trem, ônibus e rio (pelo Thames) que possuem. Pra quem tiver curiosidade segue link com o mapa apenas do Metro e de um dos sistemas de trem (DLR).

http://www.tfl.gov.uk/assets/downloads/standard-tube-map.pdf

Bom, por enquanto falei das coisas boas, agora vou pras não tão boas assim…
O sistema de saúde é para todos, sem distinção e sem custo. Seria perfeito se funcionasse e se tivessem profissionais qualificados. Infelizmente precisei utilizar o NHS (sigla do Serviço Nacional de Saúde) algumas vezes e, em nenhuma delas esperei menos de três horas pra ser atendida e também não tive segurança do que estavam me dizendo. É muito difícil falar com o medico, somente em casos de emergência mesmo. Normalmente você é atendido por enfermeiros. Mas também não faz diferença, nenhum deles sabe muito sobre nada… A maioria dos remédios são de graça, isso sim é muito bom!!
Outra coisa não tão legal é a quantidade de imigrantes. Tai a fama de cidade mais Cosmopolita do mundo. Tem gente de todos os buracos do mundo, imaginem a menor cidade do menor pais, tem um fulano de la aqui… É muito difícil aprender o inglês puro aqui, eu diria que é impossível. Escutamos sotaques do mundo inteiro misturados. Isso deixa os ingleses um pouquinho cabreiros, o que, sometimes, resulta num ato de discriminação da parte deles. Às vezes tem razão, outras não… Vou tentando levar tudo na esportiva… Às vezes da, outras não…
Certa vez, meu namorado me segurou dentro do ônibus pra eu não bater numa inglesinha sem noção que merecia estar numa jaula e não na rua… Podia ter tomado uma facada ali mesmo, mas por sorte ela era só mal educada… Comum nos adolescentes ingleses… A moda aqui é um adolescente matar o outro a facadas.
O índice de criminalidade vem crescendo com a crise financeira que se instalou por aqui… Mas, se Deus quiser, tudo será superado em breve…
Entre coisas boas e ruins, prevalecem as boas. E é por isso que luto todos os dias contra a saudade das pessoas que deixei no Brasil, pra continuar buscando meus objetivos aqui… Uma terra ainda desconhecida e tão distante da poluída, violenta, barulhenta e muito, mas muito amada São Paulo…
Aguardem os próximos textos… Já fui faxineira, panfleteira, garçonete, cozinheira, ajudante de courrier… Tem muita coisa pra contar….
Beijão!!!

Vida fora do Brasil…

16 16UTC Abril 16UTC 2009

Ola pessoal, navegando na internet encontrei esse post…

morri de dar risada e acho que pode refletir o que algumas pessoas passam fora do Brasil….

O que vcs acham?

 

Agosto 12

Hoje me mudei para minha nova casa no estado da Pennsylvania, nos EUA. Que paz! Tudo aqui é tão bonito. As montanhas são tão majestosas. Quase que não posso esperar para vê-las cobertas de neve. Que bom haver deixado para trás o calor, a umidade, o tráfego, a violência, as enchentes, a poluição e aqueles brasileiros mal-educados de São Paulo. Isto sim que é vida!

Outubro 14

Pennsylvania é o lugar mais bonito que já vi em minha vida. As folhas passaram por todos os tons de cor entre o vermelho e o laranja. Que bom ter as quatro estações. Saímos a passear pelos bosques e pela primeira vez vi um cervo. São tão ágeis, tão elegantes, é um dos animais mais vistosos que jamais vi. Isto deve ser o paraíso. Espero que neve logo. Isto sim é que é vida!

Novembro 11

Logo começará a temporada de caça aos cervos. Não posso imaginar como alguém pode matar uma dessas criaturas de Deus. Já chegou o inverno. Espero que neve logo. Isto sim é que é vida!

Dezembro 2

Ontem à noite nevou. Despertei e encontrei tudo coberto de uma camada branca. Parece um cartão postal… uma foto. Saí a tirar a neve dos degraus e a passar a pá na entrada. Rolei nela e logo tive uma batalha de bolas de neve com os vizinhos (eu ganhei) e quando a niveladora de neve passou, tive que voltar a passar a pá. Que bonita a neve. Parecem bolas de algodão espalhadas por todos os lados. Que lugar tão bonito! Pennsylvania sim é que é vida!

Dezembro 12

Ontem à noite voltou a nevar. Que encanto. A niveladora voltou a sujar a entrada, mas bom… que vamos fazer, de todas maneiras. Isto sim é que é vida!

Dezembro 19

Ontem à noite nevou outra vez. Não pude limpar a entrada por completo porque antes que acabasse, já havia passado a niveladora, assim hoje não pude ir ao trabalho. Estou um pouco cansado de passar a pá nessa neve. Droga de niveladora! Mas, que vida!

Dezembro 22

Ontem à noite voltou a cair neve… Tenho as mãos cheias de calos por causa da pá. Creio que a niveladora me vigia desde a esquina e espera que eu acabe de tirar a neve com a pá para passar. Vá pra puta que pariu!

Dezembro 25

Feliz Natal branco, mas branco de verdade, porque está cheio de merda branca. Viado! Se pego o filho da puta que dirige esta niveladora, te juro que o mato. Não entendo porque não usam mais sal nas ruas para que se derreta mais rápido este gelo de merda.

Dezembro 27

Ontem à noite ainda caiu mais dessa merda branca. Já são três dias direto que não saio. Nada mais faço senão passar a pá na neve depois que passa a bosta da niveladora. Não posso ir a lugar algum. O carro está enterrado debaixo de uma montanha de merda branca. O noticiário disse que esta noite vai cair umas 10 polegadas a mais de neve. Não posso acreditar!

Dezembro 28

O idiota do noticiário se equivocou outra vez. Não foram 10 polegadas de neve… caíram 34 polegadas mais dessa merda! Vai tomar no cu! Seguindo assim, a neve não se derreterá nem no verão. Agora resulta que a niveladora quebrou perto daqui e o filho da puta do motorista veio me pedir uma pá. Que descarado ! Disse-lhe que já tinha quebrado 6 pás limpando a merda que ele me havia deixado diariamente. Assim, quebrei a pá na cabeça daquele imbecil. Que bosta. Que saco, Que caralho!

Janeiro 4

Ao fim hoje pude sair de casa. Fui buscar comida e um cervo de merda se meteu diante do carro e o atropelei. Caralho! O conserto do carro vai me sair uns três mil dólares. Estes animais de merda deviam ser envenenados. Oxalá os caçadores tivessem acabado com eles o ano passado. A temporada de caça deveria durar o ano inteiro.

Março 15

Escorreguei no gelo que ainda há nesta puta cidade e quebrei uma perna. Ontem à noite sonhei estar sob uma palmeira.

Maio 3

Quando me tiraram o gesso, levei o carro ao mecânico. Ele disse que o assoalho estava todo enferrujado por baixo por culpa do sal de merda que jogaram na ruas. Será que esses cornos não têm outra forma de derreter o gelo?

Maio 10

Mudei-me outra vez para São Paulo. Isto sim que é vida! Que delicia! Calor, umidade, tráfego, violência, enchente, poluição e falta de educação. A verdade é que qualquer um que imagine morar nessa Pennsylvania de merda tão solitária e fria é um retardado… ou viado, ou deve estar louco! Isto sim é que é vida!!!

Fonte: http://www.constanteevolucao.com/?p=2811

Pois ‘e, para alguns a vida longe de casa nao ‘e nada facil…   :)

Sandro

Minha Experiencia

15 15UTC Abril 15UTC 2009

Ola pessoal,

Enquanto espero colaboracoes de pessoas de outros paises (por favor divulguem para seus amigos no exterior e pecam contribuicoes) vou contar um pouco da minha experiencia e curiosidades aqui da Ilha sul da Nova Zelandia.

Cheguei aqui em Dunedin no comeco de 2008 em busca de uma vida nova e novos horizontes. Fazer um doutorado no exterior sempre foi um sonho … se tornou realidade depois de muita persistencia e esforco.

A comunidade brasileira aqui em Dunedin nao ‘e muito grande mas de imensa qualidade. Alguns fazendo doutorado, outros trabalhando. Familias brasileiras ou meio brasileiras que adotaram esse pais como sua segunda casa, mas que com certeza nao esquecem suas origens.

De fato a saudade das pessoas queridas que ficaram no Brasil ‘e sempre grande e permeia os sentimentos dos que moram aqui, porem a possibilidade de viver uma vida tranquila, com seguranca e digna nos estimula a seguir em frente. Nao que no Brasil isso nao seja possivel… apenas questao de opcao e oportunidade.

algumas curiosidades: aqui o volante fica do outro lado e utiliza-se a mao inglesa; agua da torneira ‘e  potavel e oferecida gratuitamente nos bares e restaurantes. A maioria dos estudantes da University of Otago vive em republicas e sao fortes as lembrancas da minha graduacao em Rio Claro, interior de Sao Paulo. As pessoas nao se abracam e se beijam tanto quanto no Brasil. Para comprar bebida alcoolica em lojas, supermercados e bares normalmente vc tem que apresentar um documento provando ser maior de 18 anos. A maioria dos salarios e pagamentos (ex: aluguel) sao semanais. Na televisao nada de futebol, os esportes mais mostrados sao: rugby, netball, triathlon e corrida de carros, cavalos e cachorros.

Essa sao apenas algumas curiosidades aqui do pais…

aqui esta um link que recibi do meu primo sobre a vida dos brasileiros em Queenstown (cidade turistica que fica a 4 horas de carro daqui de Dunedin):

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/04/090414_brasileiros_novazelandia_dg.shtml   

‘E isso…

e como ‘e a vida na Inglaterra? e na Franca? Canada? Mexico? USA? Australia? Japao? etc… brasileiros estao em todos os paises…

Mande um texto contando sua experiencia… sera um prazer publica-lo!!!

Grande abraco,

Sandro

Pedalando na Nova Zelândia: um estilo de vida

14 14UTC Abril 14UTC 2009

Ola Pessoas queridas..

Aqui esta a primeira contribuicao para o nosso blog e ela vem aqui mesmo da Nova Zelandia.

Agradeco ao Rodrigo Bini pelo texto!!!!!

Em breve estarei colocando um pouco da minha experiencia aqui para vcs tb!!! 

Vc que mora fora do Brasil esta mais do que convidado para mandar seu texto!!!!! Espero em breve ter textos dos mais diferentes lugares para publicar….  Por favor divulguem o blog para seus amigos fora do pais assim eles tb podem colaborar!!!

Grande Abraco

Sandro.

 

Dia 24 de fevereiro de 2009. Meu primeiro dia em North Shore City, ao norte de Auckland, na Nova Zelândia, aonde vim realizar meus estudos de doutorado. Após muitas horas de vôo, minha primeira preocupação era fazer compras para passar os primeiros dias. Em um trajeto de aproximadamente dois quilômetros um aspecto me chamou a atenção: faixas verdes no chão com o desenho de uma bicicleta. Fiquei curioso seguindo minha caminhada ao supermercado.

No retorno para casa, ao cruzar uma faixa de pedestres, eis que vejo algo que me fez entender o que realmente era fazer da bicicleta um meio de transporte. Aquela faixa verde que me chamara a atenção assumia a frente da faixa limite para os carros no semáforo. Aqui há um espaço à frente dos carros para as bicicletas esperarem o semáforo abrir.

A empresa de transporte (Maxx) possui todo um sistema de inclusão das bicicletas no transito, por meio de ciclovias, como as das imagens acima, e ciclofaixas, onde a calçada é dividida entre pedestres e ciclistas. Outras estratégias são os gabinetes para guardar as bicicletas nas estações de ônibus ($2,00 por dia), o aluguel de bicicletas e a possibilidade de entrar com a bike no Ferri (transporte marinho de passageiros) para sair de North Shore e ir para Auckland e as outras ilhas.

A minha proposta com este texto é motivar as pessoas que acreditam que é possível ter um transporte alternativo. Aqui eles também possuem uma frota elevada de automóveis e todos os dias pela manhã as vias expressas estão congestionadas. Dentre as principais razões está o baixo preço dos automóveis, visto que o governo neozelandês não cobra o IPI sobre compra e venda de veículos, mas apenas o GST (taxa sobre bens e serviços).

Inicialmente, escrevi este texto pensando na cidade no qual vivi 26 anos da minha vida, Porto Alegre. No entanto, vejo que tantas outras capitais brasileiras poderiam seguir este exemplo. Quantas das nossas capitais apresentam um quadro de caos no trânsito nos horários de maior movimento. O processo de educação para o trânsito e iniciativas como esta desenvolvidas pelo governo neozelandês poderiam amenizar a preocupante situação do transito brasileiro e tornar a bicicleta um meio de transporte sadio, limpo e viável.

http://sites.google.com/site/binirodrigo/

E ai pessoal? o que vcs acharam? Existe algo parecido no Brasil? Quais as possibilidade de se implantar um sistema como esse?

Eu fiz minha graduacao e meu mestrado em Rio Claro/Sp e posso dizer que apesar do sistema de bicicletas nao ser organizado, a velha “magrela” ‘e seguramente um dos meios mais utilizados… a cidade ‘e cheia de bicicletarios e facilmente se encontra pessoas idosas pedalando…


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