Ola queridos…
novidade… dia 13 de Junho vai ter All Blacks x Franca aqui em Dunedin e eu e a Ma decidimos que vamos!! uhu… jogo dos All Blacks ‘e um espetaculo a parte…
hoje vem uma materia que encontrei na internet sobre intercambio no exterior durante o ensino medio…
Aqui em Dunedin anualmente temos uns 10-15 brasileiros vindo fazer intercambio…
Tem tambem o blog da Vanescka Costa que mora na Suica e traz um pouco da experiencia dela no Brasil.. vale apena acessar:
http://www.vanesckacosta.blogspot.com/
Bom, ai esta a materia…
fonte: http://guiadoestudante.abril.com.br/universidades/cursos-exterior/materia_403726.shtml
Boa leitura,
beijos e abracos
Sandro
Ensino médio no exterior funciona como escola da vida
Nos programas de high school, você estuda parte do ensino médio no exterior e, assim, ganha maturidade para encarar os desafios que vêm pela frente
No primeiro semestre de 2006, Julia Guarnieri levava uma vida confortável em Jundiaí, no interior de São Paulo, e não via a hora de chegar o fim do ano para comemorar sua formatura do ensino médio com os colegas. Essa vida tranqüila e previsível mudou quando sua família veio com a idéia de que ela fizesse high school nos Estados Unidos. “Meus pais me levaram para a agência de intercâmbio, mas eu não queria ir de jeito nenhum”, lembra. Aos poucos, ela foi se acostumando melhor com a idéia e, em agosto de 2006, partiu para a pequena cidade de Carroll, no estado de Iowa, onde permaneceria por seis meses.
Apesar da rejeição inicial, a experiência nos EUA foi tão boa que, quando chegou a hora de voltar, Julia decidiu ficar mais um semestre por lá. “Eu estava muito envolvida com a minha família norte-americana, com os amigos, com os esportes que praticava e com a escola”, explica. Acabou voltando para o Brasil apenas em julho de 2007 e, hoje, aos 18 anos, ela está no primeiro ano da faculdade. O curso? Relações Internacionais, claro. “Gostei de conhecer pessoas de vários países e culturas e quero continuar envolvida com intercâmbio internacional”, justifica.
PRÉ-REQUISITOS
Quem tem interesse em passar por essa experiência pode se inscrever em programas de high school oferecidos por agências de intercâmbio. Destinado a jovens entre 15 e 17 anos, o curso tem duração de um semestre ou um ano e é realizado principalmente em países como EUA, Canadá, Nova Zelândia e Austrália. Para participar, é preciso apresentar a lguns documentos, como o histórico escolar dos últimos três anos com boas notas e sem reprovação no período. Outro pré-requisito fundamental é ter um nível de inglês no mínimo intermediário. Geralmente, a hospedagem é em casa de família, que, além de ser mais acolhedora que as residências estudantis, insere melhor o visitante na cultura local.
Depois de obter a vaga em uma escola e de conseguir uma família, o candidato recebe o documento
de matrícula e pode solicitar o visto. Um semestre de high school nos EUA em uma escola pública (onde estão a maioria das vagas) sai entre 5 mil e 6 mil dólares em média, o que inclui o seguro-saúde, mas não as passagens aéreas. Para que os jovens possam arcar com os custos lá fora, as agências recomendam que os pais enviem uma mesada de cerca de 200 dólares para almoço, compras e lazer, já que o café-da-manhã e o jantar estão inclusos na hospedagem.
SEM GLAMOUR
Com o passaporte carimbado, é bom se preparar para a adaptação, o que nem sempre é um processo fácil. “Assim que chegam, os jovens gostam do lugar, afinal tudo é novidade. Depois do primeiro mês, começam a ver defeitos na família, na escola, em tudo, até que, a partir do terceiro mês, a maioria já está bem adaptada”, diz Gabrielle Vieira, diretora de uma das unidades da agência World Study, no Rio de Janeiro (RJ).
As reclamações começam com o lugar onde o intercambista vai estudar. Embora ele escolha o país, a cidade costuma ser apontada pela instituição estrangeira que coordena o programa. “Quando os jovens querem ir para os EUA, eles pensam logo em Los Angeles ou Nova York, mas, na verdade, eles vão para cidades pequenas, sem nenhum glamour”, conta Gabrielle. Geralmente, as cidades nos EUA que recebem os intercambistas ficam no interior de estados como Texas, Kansas e Geórgia, mais seguras e acolhedoras.
NOVA FAMÍLIA, NOVA ESCOLA
Quem acha que a vida longe dos pais é sinônimo de liberdade está enganado. Ao morar com uma nova família, o intercambista está sujeito às regras daquela casa. Para conviver em harmonia com sua família norte-americana, Julia estava sempre disposta a ajudá-la e a aceitar seus costumes. “Procurava me oferecer para fazer algumas tarefas da casa e, aos domingos, ia sempre à igreja, embora não tivesse esse costume.” Na escola, onde as aulas são em período integral, a dificuldade inicial com o idioma é logo superada. Mas muitos estranham a disciplina, que costuma ser mais rígida que na maioria das escolas daqui. “Fiquei impressionada com o respeito dos alunos aos professores e às regras. Eles também dão
muito valor à lição de casa”, diz Julia.
Depois de ela passar por todo esse processo de adaptação e ter de se virar sem a ajuda do pai ou da mãe, são nítidas a maturidade e a independência adquirida. “Voltei querendo resolver meus próprios problemas sozinha. Meus amigos até brincam, dizendo que eu não estou mais no mesmo ritmo deles e pedem a antiga Julia de volta.”
VALIDAÇÃO DO INTERCÂMBIO
O retorno ao Brasil também envolve questões burocráticas fundamentais. No fim do semestre ou do ano de high school, deve-se validar aquele período de estudo. Para tanto, primeiro é preciso ter cursado as disciplinas exigidas pela nossa legislação. Como em outros países a maior parte das matérias é facultativa, cabe ao estudante optar corretamente pelo que poderá ser validado depois. “O aluno deve fazer cinco matérias obrigatórias: inglês, matemática, biologia, educação física e física ou química”, avisa Gabrielle.
Ao terminar os estudos no exterior, a primeira providência é validar o histórico no consulado ou na Embaixada do Brasil naquele país. Depois, deve-se fazer uma tradução juramentada dos documentos. A escola em que o aluno estudava aqui é responsável por encaminhar a papelada para a Secretaria de Educação do estado. Segundo Gabrielle, o aluno que faz o primeiro semestre lá fora e termina o ano aqui no Brasil encontra menos dificuldades para validar o intercâmbio. Já quem faz o terceiro ano no exterior e se forma lá pode deparar com problemas. “Antes de viajar, conheça as exigências da escola e procure
saber se ela vai aceitá-lo de volta sem que você perca o ano letivo”, avisa.
VIVA A DIFERENÇA
Nos programas de high school, você estuda parte do ensino médio no exterior e, assim, ganha maturidade para encarar os desafios que vêm pela frente
Essas duas palavras já se tornaram um chavão e causam arrepios em qualquer um que esteja de malas prontas para fazer um intercâmbio: choque cultural. Na verdade, como explica a psicóloga intercultural Raquel Fernandes, esse termo não é o mais adequado para descrever o processo de adaptação pelo qual as pessoas passam em outro país. “Não se trata de choque porque a cultura da pessoa e a do país não se colidem, elas se interagem. Por isso, prefiro chamar esse processo de adaptação de estresse aculturativo.”
ADAPTAÇÃO CULTURAL
Segundo Raquel, é natural que no primeiro mês o intercambista sinta um pouco as diferenças de hábitos e costumes do país, mas é em razão desse estranhamento que ele vai se autoconhecer e se adaptar. Além das mudanças de clima e comida, Raquel aponta como principal fator do estresse aculturativo a personalidade dos estrangeiros, que em geral são menos expansivos que os brasileiros. “Quem vai para fora espera receber o mesmo afeto que tem aqui no Brasil, o que nem sempre acontece”, afirma. Para minimizar o impacto do processo de adaptação, é bom aprender o mínimo do idioma e da cultura local antes de viajar.